Os "ingênuos" juízes
condenam os heróis da Pátria em nome de uma rigorosidade jurídica que jamais
praticaram (a não ser quando o STF capitulou às ditaduras sem maiores
resistências e passou a praticar o rigor do verdugo). E ainda temos que ouvir
hipócritas lamentações de alguns daqueles togados, dizendo que é com o coração
partido que condenam José Dirceu e José Genoino, dizendo que a estrada é longa
e que mesmo que você tenha lutado toda sua vida pelas liberdades democráticas,
mas que em determinado momento cometa algum deslize, tem que ser punido. Quanta
podridão! Que deslize?, que erro? Onde estão as provas? Collor foi absolvido
pelo supremo por falta de provas, inclusive com o voto do Ministro Celso de
Mello que agora, solenemente, condena Genoino, José Dirceu e Delúbio sem
provas, apenas por deduções, abusando do tal "domínio dos fatos" e
desconsiderando, sem maiores pudores, a ausência de provas cabais, de atos de
ofício, nada! Um dia ainda iremos saber quais os motivos que os levaram a condenar
sem provas, apenas sustentados pela delação de um réu, cuja maior notoriedade
sustenta-se no fato de ter sido o comandante da tropa de choque de Collor no Congresso Nacional
durante o processo do impeachment; por tênues indícios (lembrem-se que o
Prevaricador Geral da República disse em sua apresentação, que era muito
difícil ter provas contra o chefe, no caso, segundo ele, José Dirceu, como se
estivessem sendo julgados verdadeiros mafiosos); por ilações e suposições. A
história saberá coloca-los no lugar que merecem. Enquanto isso, as fortunas
construídas nas barbas do STF e do MPF com dinheiro público ao longo de décadas
e mais recentemente com volúpia jamais vista, durante as privatizações federais
ocorridas na última década do século passado e início do atual; com o esquema
dos sangue suga; do mensalão mineiro; com as fraudes investigadas pela operação
Santiagraha, Castelo de Areia e outras
investigações conduzidas pela Polícia Federal e abortadas por forças ocultas ou
não tão ocultas assim; com o dinheiro de Furnas, conforme lista divulgada e
abafada; e tantos outros notórios episódios de malversação do erário, que
continuam a dar a seus beneficiários os mais destacados privilégios sem que
tenham qualquer preocupação com os rigores da lei, inimputáveis que são, que
até agora foram, se depender do STF e do MPF. Estes senhores circulam
alegremente pelos salões da república,
dos convescotes patrocinados pela elite conservadora, festejados e
venerados. Tristes trópicos. Um Supremo Tribunal Federal, guardião jurídico da
Constituição, que se apequena a ponto de se permitir juiz de uma Ação Penal.
Lamentável. Mais do que isso: O Paraguai é aqui!
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